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Encontro da ANPUH-PE terá simpósio de antiga e medieval; inscrições até 26 de julho




Texto de Uiran Gebara da Silva (docente, UFRPE), no Facebook:


Estão abertas as inscrições para trabalhos no Encontro Estadual de História da ANPUH-PE. Os interessados podem se inscrever no site do encontro: https://www.encontro2020.pe.anpuh.org/site/capa Eu e o Bruno Uchoa vamos coordenar o simpósio temático 11, abaixo:

ST 11. História Antiga e Medieval: Narrativas em Disputa na Cultura Brasileira

Uiran Gebara da Silva (Universidade Federal Rural de Pernambuco), Bruno Uchoa Borgongino (Universidade Federal de Pernambuco)

A História Antiga e a História Medieval, durante boa parte do século XX, foram vistas como setores profundamente conservadores da disciplina História. Essa visão se justificaria pois, apesar de contar com algumas importantes exceções, no que diz respeito aos métodos e procedimentos, ambas áreas contaram com praticantes bastante aferrados à uma filologia oitocentista, e, no que diz respeito aos posicionamentos políticos e culturais dos seus praticantes, haveria uma tendência ao conservadorismo e ao pensamento mais à direita do espectro político. Contudo, os estudos sobre a Antiguidade e sobre a Idade Média mudaram profundamente durante a segunda metade do século XX, com uma particular aceleração das mudanças no início do XXI. Em ambas, a consciência da alteridade social tem levado a infinitas problematizações de ideologias conservadoras que articulavam a representação histórica desses recortes cronológicos. Da mesma forma, a investigação dos mundos antigos e medievais tem despertado novos temas e problemas: identidades, conflitos intergeracionais, tolerância religiosa, sexualidade, trabalho e riqueza, poder e política, cultura e diversidade. É, porém, ainda embrionário o contato destas novas representações da Antiguidade e do medievo com a cultura histórica e com a memória social fora da Academia, ou mesmo dos contextos educativos formais. A partir dessas considerações, o simpósio temático aqui proposto busca organizar trabalhos que analisem, por um lado, a prática educacional curricular ou não, e, por outro, novas experiências interpretativas advindas das fontes e instrumentações usadas pelo estudioso da História Antiga.

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